terça-feira, 31 de maio de 2011

Sarau


Entre sons e  copos e goles de cervejas,
O Poeta fecha a conta do poema arrastado, que trouxera preparado de casa: 
...Regozijai-vos amantes da lua,
regozijai-vos nessa hora que se completa
pois, amanhã, a morte é certa.
Parecendo muito ofendido com o que acabara de ouvir,
O bêbado, que já estava com um dos pés para fora do bar,
torna a entrar e grita, para que todos ali o ouvissem:
- Pois, eu acho a morte erradíssima!
E vai embora, deixando as palmas ecoando pelo bar
.

Huguêra