procuras um amor
esquecendo sutilmente
dos olhos
e do cobertor que sangra
O consolo não vem!
O espelho agora abre suas páginas
(espelhadas nos obrigam a ver reflexos)
lidas uma a uma
nada se compreende
desses escritos estilhaçados
Fragmentada(mente)
as horas passam
e os vultos insolentes
da angústia atenuam a realidade
Abro a janela
e alço vôo na leve brisa,
me alimentando
das sobras do eterno amor
(faço das minhas lágrimas poesias)
E a noite continua a procurar o dia.
