"E se me achar esquisita,respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar" (Lispector)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
DOCE INVERNO
O peso.
Esse peso só eu irei carregar por vários e longos invernos
A substituição é ilusória.
O tempo de nada ajuda quando o mesmo quero afastar de mim.
Só quero minhas respostas conseguir acalmar.
Esse afago que me vem,
são as lágrimas que faço molhar.
Só em prantos consigo me libertar.
Eu grito, chingo, mas nada parece sair do lugar.
Olhos vidrados em um tripé, é assim que me sinto sem tudo o que levou.
Hoje vejo que me alimentei do que inventei de você.
Doce, e depois uma vida
Tudo que mais me apavora.
E eu deposito minhas forças em copos,
aqueles que em dias de frio mal consigo levantar. Cheios, vazios, e vazio fica tudo em minha volta.
Setembro de magia, agonias e libertações.
E me amar eu vou.
Água de coco para hidratar minha mente, pensamentos desidratados pela aguá salgada
Pelo cansaço de correr na areia e a solidão do espaço.
É assim que me sinto, -Desidratada.
Um bom remédio é o anti comodismo.
De nada adianta esse cansaço, só rugas e a velhice vão me acompanhar.
- Quero que o cansaço desapareça na cama, vire apenas um espreguiçar na manhã,
que nada me incomode nos dias quentes, e gélidos também.
Não me importa o cansaço da esperança, esse eu consigo carregar embrulhado em um lenço,
Só o que não suporto é esperar. Essa espera que se torna longa e cheia de borboletas no estômago.