"E se me achar esquisita,respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar" (Lispector)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Solo
De que me valeu ser diferente se hoje me nota em outra qualquer
Ou, talvez um beijo, um afago. Do que me valeu?
Constante inversão do que me comove, nem sei mais o que seria isso.
Ou, se viria a comover.
- Enquanto for essa mesma imaginação vivida por mim,
não serei o que eu vi ha tempos passados.
Decepcionada!
Me calei por instantes, para em outra ocasião extravasar minha interna agonia. Minha infernal lamúria.
Não sabia eu o quão mal estaria me proporcionando.
E assim pude me ver cruel, insana, verdadeiramente magoada!
Perdi minhas humildes bondades, depositando palavras desagradáveis.
- Quem poderia imaginar?
Não sei se realmente existe uma forma tão boa de se encaixar, esses tão incabíveis pedaços estilhaçados dentro de mim.
Não sei.
Se pudesse, Eu, decifrar tudo o que se instala dentro de mim, com tanta facilidade, hoje não estaria derramando consolo sobre os cílios.